ROTEIRO DE ATIVIDADES
LÍNGUA PORTUGUESA - Professora Mirian
Atividade 1
1) Destaque os seguintes elementos do “O espelho” de Machado de Assis :
Personagens;
Características físicas e psicológicas:
Espaço (descrição do cenário):
Tempo em que é narrado ou acontece a história:
Foco narrativo, entre outros elementos estruturais que compõem o conto.
2) Leia o poema abaixo:
RETRATO
________________________________________
Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
A minha face?
Cecília Meireles
3) Elabore pesquisa sobre a autora e especificamente sobre o poema “RETRATO”.
4) Escreva uma síntese sobre a relação que há entre o conto “O espelho” de Machado de Assis com poema “Retrato” de Cecília Meireles.
5) Pesquise uma letra de música ou um poema que dialogue com os temas estudados.
Personagens;
Características físicas e psicológicas:
Espaço (descrição do cenário):
Tempo em que é narrado ou acontece a história:
Foco narrativo, entre outros elementos estruturais que compõem o conto.
2) Leia o poema abaixo:
RETRATO
________________________________________
Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
A minha face?
Cecília Meireles
3) Elabore pesquisa sobre a autora e especificamente sobre o poema “RETRATO”.
4) Escreva uma síntese sobre a relação que há entre o conto “O espelho” de Machado de Assis com poema “Retrato” de Cecília Meireles.
5) Pesquise uma letra de música ou um poema que dialogue com os temas estudados.
ATIVIDADE 2
Estudar e pesquisar sobre Machado de Assis e seu conto “O espelho”, publicado em 1882 no livro Papéis Avulsos. Toda a obra de Machado de Assis encontra-se em domínio público.
ASSIS, Machado. O espelho. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000240.pdf>
ASSIS, Machado. O espelho. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000240.pdf>
Olá minha turma querida, tudo bem com vocês? Estou postando uma atividade relacionada aos Falsos Cognatos (False Friends), mesmo conteúdo que trabalhamos nas primeiras atividades da apostila. Vocês podem responder com as alternativas escolhidas. Exemplo:
1. a
2. a
3. a
4. a
5. a
1. a
2. a
3. a
4. a
5. a
Exercises - False Cognates (False Friends)
Questão 1
Quando alguém diz que está atrasado para “the College”, esse alguém está atrasado para:
a) Colégio
b) Casebre
c) Coliseu
d) Universidade
e) Escola
Questão 2
Se alguém disser que deseja ‘ a dessert ’, o que essa pessoa deseja?
a) um deserto
b) uma viagem
c) uma refeição
d) uma sobremesa
e) novas descobertas
Questão 3
Se eu te digo que quero ‘an avocado’, qual é a sua reação?
a) Sai correndo
b) Diz que conhece um advogado
c) Oferece um abacate
d) Diz que não é invocado
e) Oferece um sanduíche
Questão 4
Se alguém referir-se a algo como ‘comprehensive’, essa pessoa está se referindo a algo:
a) Capaz
b) Compreensivo
c) Abrangente
d) Ilusório
Questão 5
O que a sentença, em inglês, “She construes her strategies completely well, they like it a
lot.” quer dizer em português?
a) Ela construiu sua estratégia completamente bem, eles gostaram bastante.
b) Ela elaborou sua estratégia completamente bem, eles gostaram bastante.
c) Ela explicou sua estratégia completamente bem, eles gostaram bastante.
d) Ela mostrou sua estratégia completamente bem, eles gostaram bastante.
- Realizar pesquisa sobre as organizações: (ONU, OMC, OMS, BIRD E FMI) Qual é a importância de cada organização para o mundo e para o Brasil.
- Os trabalhos deverão ser digitados seguindo as normas ABNT, depois podem tirar foto para enviar no meu e-mail celsomarquessouza@gmail.com , também os trabalhos poderão ser enviados no Google classroom.
SOCIOLOGIA - PROFESSORA RITA
GEOGRAFIA
PROFESSOR: CELSO MARQUES DE SOUZA
ENSINO FUNDAMENTAL
ORIENTAÇÃO DE ESTUDOS
3°ANO ENSINO MÉDIO (A & B)
- Estudar as questões dadas em sala de aula para realizar avaliação na volta das aulas.
- Realizar pesquisa sobre as organizações: (ONU, OMC, OMS, BIRD E FMI) Qual é a importância de cada organização para o mundo e para o Brasil.
- Os trabalhos deverão ser digitados seguindo as normas ABNT, depois podem tirar foto para enviar no meu e-mail celsomarquessouza@gmail.com , também os trabalhos poderão ser enviados no Google classroom.
SOCIOLOGIA - PROFESSORA RITA
Roteiro de aulas para 3ª Série Ensino Médio – Disciplina Sociologia-Prof. Rita Benevides
Após concluir as atividades enviar para o e-mail: rita.vieira02@servidor.educacao.sp.gov.br
Data do envio das atividades: Até 05/05/2020
(Duração 4 aulas)
Habilidades a serem contempladas com as atividades
Leitura, compreensão e produção textual.
Estabelecer uma reflexão crítica sobre a formalização dos direitos da cidadania e as suas possibilidades de efetivação (EM13CHS605)
Revisão do Conteúdo
Para realização dessa atividade o aluno deve utilizar como referência os seguintes materiais de apoio ao currículo: Caderno do Aluno, Livro didático de Sociologia e textos de apoio no Blog da Professora.
Sobre os vídeos: Estão organizados de forma objetiva e contextualizada para melhor compreensão do conteúdo.
Postura ao assistir: Tenha em mãos o caderno para registros do entendimento e dúvidas que surgirem ao longo do processo, deve ser registrado o assunto no caderno para elaboração de um diário de bordo que servirá como objeto de avaliação no retorno das aulas presenciais, garantindo assim todas as possibilidades de compreensão dos temas abordados.
Atividade 01
Acessar aos vídeos abaixo
Atividade de Revisão
Após assistir o vídeo sobre os direitos humanos, faça uma redação sobre a conquista dos direitos e sua evolução na nossa sociedade, o que se faz necessário para serem garantidos.
Leitura, compreensão e produção textual
Atividade 02
Pesquisa
3ª série:
● Pesquisar os protocolos internacionais e nacionais para situações de pandemia, como o COVID-19;
● Verificar a aplicação desses protocolos pelo Estado brasileiro e a adesão da população para que essas ações atinjam o objetivo de evitar a propagação da doença;
● Sistematizar os dados levantados e elaborar um pequeno relatório.
Atividade 03
Acesse o link e responda as questões. (Ctrl+clique)
Atividade de Sociologia
Obs: Caso não consiga acessar, copie e cole o link abaixo no seu navegador.
Obs: Caso não consiga acessar, copie e cole o link abaixo no seu navegador.
ARTE - Professora Meire
Queridos alunos,
Segue um material de apoio com texto e um link (Google Forms) com atividades para serem respondidas. O material de apoio tem todas as informações necessárias para auxiliá-los, se houver necessidade poderá ser feita pesquisas sobre os assuntos tratados para complementar suas respostas.
Observação: O link de acesso são as questões para serem respondidas, apenas cliquem e respondam na caixa de resposta e apertem em "enviar".
Habilidade:
- Compreender a relação entre artes, ciência e tecnologia.
Segue um material de apoio com texto e um link (Google Forms) com atividades para serem respondidas. O material de apoio tem todas as informações necessárias para auxiliá-los, se houver necessidade poderá ser feita pesquisas sobre os assuntos tratados para complementar suas respostas.
Observação: O link de acesso são as questões para serem respondidas, apenas cliquem e respondam na caixa de resposta e apertem em "enviar".
Habilidade:
- Compreender a relação entre artes, ciência e tecnologia.
Link:https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc55FwPGR9w6-nqqIp2VNyUF4cuqB5tXLwxqRV0mUwjlHpgig/viewform
MATEMÁTICA - Professor José
Devolutiva para entrega: zucco@prof.educacao.sp.gov.br
ATIVIDADE 1
➨ Ler o texto sobre coeficiente angular: https://drive.google.com/file/d/1we5WvZ9q1lPhP65oo397h_X1YF_VofCc/view?usp=sharing
➨ Resolver os exercícios a seguir:
1) Calcule o coeficiente angular da reta que passa pelos pontos A(2, 3) e B(-3, 4).
2) Encontre a equação de uma reta com coeficiente angular m = 3/2, sabendo que ela passa pelo ponto A(5, 7).
3) Determine a equação da reta que passa pelo ponto A(3, 5) e que possui uma inclinação de 45°.
4) Desenhe no plano cartesiano a reta que passa pelos pontos A(-2, 3) e B(3, 1) e calcule o seu coeficiente angular.
5) Escreva a equação da reta da questão 4 na forma y = mx + b e determine o coeficiente linear b.
6) Determine a equação da reta que passa pelo ponto A(-6, 2) e é paralela a x + 3y = 4.
ATIVIDADE 2
➨ Conteúdo: Probabilidade
Para definir probabilidade basta você se perguntar quais as
chances de algo que você quer que aconteça, de fato, acontecer. Por exemplo, se
você está em um programa de auditório e tem que escolher entre 3 portas, qual a
probabilidade de você escolher a porta premiada?
Bem, a solução intuitiva
nos diz que dentre as 3 possibilidades de escolher a porta correta, você tem
apenas uma. Logo, a probabilidade é de 1 em 3 chances. Mas como isso funciona
matematicamente falando?
➨ Assistir o seguinte vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=bDKOcFoMPHs
➨ Resolver os exercícios da apostila Aprender Sempre das páginas 1 ao 6.
FILOSOFIA
PROFESSORA: CAMILA SILVA SOUZA
ENSINO MÉDIO
ORIENTAÇÃO DE ESTUDOS
Email para devolutiva das atividades manuscritas ou digitais: camilasilvasouza@prof.educacao.sp.gov.br
DICAS: ASSISTIR A SÉRIE NA NETFLIX: MERLÍ
3 temporadas
Um professor de Filosofia do Ensino Médio causa confusão por onde passa e serve de inspiração para todos os seus alunos, inclusive seu filho homossexual.
Estrelando:Francesc Orella,David Solans,Candela Antón
Criação:Héctor Lozano
CONTEÚDO: MITO DA CAVERNA
Habilidades:
- Identificar a presença da Filosofia no cotidiano
- Identificar características da Filosofia como reflexão
PLATÃO descreve que alguns homens, desde a infância, se encontram aprisionados em uma caverna. Nesse lugar, não conseguem se mover em virtude das correntes que os mantém imobilizados.
Virados de costas para a entrada da caverna, veem apenas o seu fundo. Atrás deles há uma parede pequena, onde uma fogueira permanece acesa.
Por ali passam homens transportando coisas, mas como a parede oculta o corpo dos homens, apenas as coisas que transportam são projetadas em sombras e vistas pelos prisioneiros.
Certo dia, um desses homens que estava acorrentado consegue escapar e é surpreendido com uma nova realidade. No entanto, a luz da fogueira, bem como a do exterior da caverna, agridem os seus olhos, já que ele nunca tinha visto a luz.
Esse homem tem a opção de voltar para a caverna e manter-se como havia se acostumado ou, por outro lado, pode se esforçar por se habituar à nova realidade.
Se esse homem quiser permanecer fora pode, ainda, voltar para libertar os companheiros dizendo o que havia descoberto no exterior da caverna.
Provavelmente, eles não acreditariam no seu testemunho, já que a verdade era o que conseguiam perceber da sua vivência na caverna.
Com o Mito da Caverna, Platão revela a importância da educação e da aquisição do conhecimento, sendo esse o instrumento que permite aos homens estar a par da verdade e estabelecer o pensamento crítico.
O senso comum, que dispensa estudo e investigação, é representado pelas impressões aparentes vistas pelos homens através das sombras. O conhecimento científico, por sua vez, baseado em comprovações, é representado pela luz.
Assim, tal como o prisioneiro liberto, as pessoas também podem ser confrontadas com novas experiências que ofereçam mais discernimento. O fato de passar a entender coisas pode, no entanto, ser chocante e esse fato inibidor para que continuem a buscar conhecimento.
Isso porque a sociedade tem a tendência de nos moldar para aquilo que ela quer de nós, que é aceitar somente o que nos oferece através da informação transmitida em meios de comunicação e não só.
Desde a Antiguidade, Platão quer mostrar a importância da investigação para que sejam encontrados meios de combate ao sistema, o qual limita ações de mudança.
Sugerimos para o desenvolvimento que os estudantes pesquisem o “Mito da Caverna”. A partir dessa pesquisa, os estudantes devem responder às seguintes questões forma dissertativa crítica, lembrando todas as regras exigidas no vestibular, com no mínimo 10 linhas cada:
- Considerando que vivemos em uma caverna, quais seriam as crenças que mais aprisionam a nossa sociedade?
- Como podemos passar de uma atitude passiva frente crenças que mais nos aprisionam socialmente para uma atitude mais ativa?
- Qual é o papel das redes sociais para nos manter passivos e qual papel ela pode exercer para uma atitude mais ativa?
- Elencar 10 atitudes necessárias para desenvolvimento da atitude filosófica.
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
DIRETORIA DE ENSINO- REGIÃO DE GUARULHOS SUL
E.E. PROFESSOR JOSÉ SCARAMELLI (PEI)
HISTÓRIA
PROFESSOR: MARCOS LUIZ
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
DIRETORIA DE ENSINO- REGIÃO DE GUARULHOS SUL
E.E. PROFESSOR JOSÉ SCARAMELLI (PEI)
HISTÓRIA
PROFESSOR: MARCOS LUIZ
Enviar por email: marcosluizsantos@prof.educacao.sp.gov.br
Tema: Reflexão sobre a percepção da pandemia de Coronavírus (COVID-19) pelo público
Objetivos: Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais. (EM13CHS101)1
O presente letal dos animais domésticos
Autor: Jared Diamond (1997)
(…) NATURALMENTE, SOMOS INCLINADOS a só pensar nas doenças do nosso próprio ponto de vista: o que podemos fazer para nos salvar e matar os micróbios? Esmaguemos os canalhas, e não importa quais são os motivos deles! Mas na vida, de modo geral, é preciso conhecer o inimigo para vencê-lo, e isso vale principalmente em medicina. Portanto, vamos começar pondo de lado, temporariamente, nossa tendência para o aspecto humano e considerar a doença do ponto de vista dos micróbios. Afinal, micróbios são um produto da seleção natural tanto quanto nós. Que benefício evolutivo um micróbio extrai em nos causar doenças tão bizarras como lesões genitais ou diarreia? E por que os micróbios evoluem de modo a nos matar? Isso parece muito intrigante e autodestrutivo, já que um micróbio que mata seu hospedeiro mata a si mesmo.
Basicamente, os micróbios evoluem como as outras espécies. A evolução seleciona os indivíduos que são mais eficientes na produção de bebês e na ajuda para que estes se propaguem por lugares adequados para viver. Para um micróbio, a propagação pode ser definida matematicamente como o número de novas vítimas contaminadas por cada paciente original. Esse número depende de quanto tempo cada vítima permanece capaz de infectar novas vítimas, e da eficácia com que o micróbio é transmitido de uma vítima para a seguinte. Os micróbios desenvolveram diversas maneiras de passar de uma pessoa para outra, e dos animais para as pessoas. O germe que melhor se propaga deixa mais “filhotes” e acaba favorecido pela seleção natural. Muitos de nossos “sintomas” de doença na verdade representam os mecanismos pelos quais um maldito micróbio inteligente modifica nossos corpos ou nosso comportamento de modo que sejamos recrutados para transmitir micróbios. A maneira mais fácil de um germe se propagar é esperar que seja transmitido passivamente para a próxima vítima. Essa é a estratégia adotada por micróbios que esperam que um hospedeiro seja comido pelo próximo hospedeiro: por exemplo, a bactéria salmonela, que contraímos comendo ovos ou carne contaminados; o verme responsável pela triquinose, que passa dos porcos para nós esperando que matemos o porco e o comamos sem um cozimento adequado; e o verme que causa anisaquíase, com o qual japoneses e americanos amantes do sushi se infectam ocasionalmente consumindo peixe cru. Esses parasitas passam para uma pessoa quando elas ingerem carne de um animal, mas o vírus causador do kuru nas regiões montanhosas da Nova Guiné era transmitido para pessoas que se alimentavam de carne humana. Ele era transmitido em regiões onde se praticava o canibalismo, quando os bebês das regiões montanhosas cometeram o erro fatal de lamber os dedos depois de brincar com os cérebros de pessoas contaminadas com kuru, que as mães haviam acabado de cortar e que iam ser cozinhados.
Alguns micróbios não esperam que o hospedeiro morra e seja comido, e pegam carona na salivade um inseto que pica o hospedeiro e sai voando para achar um novo hospedeiro. O passeio grátis pode ser proporcionado por mosquitos, pulgas, piolhos ou moscas africanas tsé-tsé que transmitiam, respectivamente, malária, peste bubônica, tifo e doença do sono. O mais sujo de todos os truques de transmissão passiva é perpetrado por micróbios que passam de uma mulher para o feto e assim já contaminam os bebês no nascimento. Lançando mão desse truque, os micróbios responsáveis pela sífilis, pela rubéola e agora pela Aids suscitam dilemas éticos com os quais as pessoas que acreditam em um universo essencialmente justo tiveram que travar uma luta desesperada. Outros germes transportam as matérias nas próprias mãos, metaforicamente falando. Eles modificam a anatomia ou os hábitos do hospedeiro a fim de acelerar sua transmissão. Da nossa perspectiva, as lesões genitais abertas causadas por doenças venéreas como a sífilis são uma indignidade vil. Do ponto de vista dos micróbios, no entanto, elas são apenas um dispositivo útil para recrutar a ajuda de um hospedeiro na inoculação de micróbios na cavidade do corpo de um novo hospedeiro. As lesões da pele causadas pela varíola também transmitem micróbios por contato corporal direto ou indireto (às vezes, muito indireto, como quando os homens brancos dos Estados Unidos, determinados a exterminar nativos americanos “beligerantes”, enviaram-lhes de presente cobertores usados antes por pacientes com varíola).Mais enérgica, contudo, é a estratégia usada pelos micróbios da gripe, do resfriado comum e da coqueluche (tosse comprida), que induzem a vítima a tossir ou a espirrar, lançando assim uma nuvem de micróbios em direção aos possíveis novos hospedeiros. Do mesmo modo, a bactéria do cólera provoca em sua vítima uma intensa diarreia que espalha bactérias no sistema de abastecimento de água das novas vítimas potenciais, enquanto o vírus responsável pela febre hemorrágica coreana propaga-se através da urina dos ratos. Para modificar o comportamento de um hospedeiro, nada se compara ao vírus da hidrofobia (raiva), que não só se aloja na saliva de um cão contaminado mas também provoca no animal um furor de morder e, assim, infectar muitas vítimas novas. Mas pelo esforço físico do próprio micróbio, os campeões são vermes como o ancilóstomo e o esquistossoma, que penetram na pele de um hospedeiro que tenha contato com a água ou com a terra na qual suas larvas foram excretadas nas fezes de uma vítima anterior. Assim, do nosso ponto de vista, lesões genitais, diarreias e tosses são “sintomas de doença”. Do ponto de vista de um germe, são estratégias evolutivas inteligentes para se disseminar. Por isso interessa ao germe nos “deixar doentes”. Mas por que um germe deveria desenvolver a estratégia aparentemente auto-destrutiva de matar seu hospedeiro? Da perspectiva do germe, isso é apenas uma decorrência involuntária (grande consolo para nós!)dos sintomas do hospedeiro que promovem a transmissão eficiente de micróbios. Mas uma vítima do cólera não tratada pode acabar morrendo em consequência de uma diarreia abundante que provoca a perda de vários litros de líquido por dia. Contudo, pelo menos por algum tempo, enquanto o paciente estiver vivo, a bactéria do cólera se beneficia do fato de ser despejada maciçamente no suprimento de água de suas próximas vítimas. Contanto que cada vítima contamine assim, em média, mais de uma vítima, a bactéria se propagará, mesmo que o primeiro hospedeiro acabe morrendo (…)2.
Atividade 1
Jared Diamond descreve o sentido da evolução dos germes, dando exemplos de situações que favorecem a sua proliferação:
“ A evolução seleciona os indivíduos que são mais eficientes na produção de bebês e na ajuda para que estes se propaguem por lugares adequados para viver. Para um micróbio, a propagação pode ser definida matematicamente como o número de novas vítimas contaminadas por cada paciente original. Esse número depende de quanto tempo cada vítima permanece capaz de infectar novas vítimas, e da eficácia com que o micróbio é transmitido de uma vítima para a seguinte. ”
Após a leitura do texto destaque e transcreva cinco exemplos de como os germes proliferam.
Atividade 2
O livro “Armas , germes e aço” -best seller publicado em 1997 e em grande parte dedicado à história da proliferação dos germes - é um exemplo de como a percepção das doenças e suas causas são importantes para nossa cultura, tanto no passado quanto no presente.
Imagem 1 : O meme da cantora Cardi B. Divulgado a partir de 10/03/2020 (ttps://knowyourmeme.com/memes/coronavirus-remix).
Localize nas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, etc.) e em páginas da internet (portais de notícia, canais do Youtube, etc.) ao menos 10 exemplos de fontes que evidenciam a percepção do público sobre o coronavírus no momento presente. Estas fontes podem ser manchetes de jornais, comentários de leitores, gráficos, memes e postagens em geral, ou seja, conteúdo produzido tanto por profissionais da mídia quanto pelo público. Observe o exemplo :
Imagem 2: Crescimento da procura pelo termo “corona” a partir do final de 2019, de acordo com o Google Trends (https://trends.google.com/trends/explore?date=all&q=corona).
Em seguida transcreva os exemplos (ou anexe prints) e escreva um comentário de no mínimo 15 linhas sobre a percepção do público sobre a pandemia do coronavírus, relacionando-a à reflexão de Jared Diamond.
1 Brasil – Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular – Educação é a Base. DF: MEC: 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf Consultado em: 18/02/2020.
2 DIAMOND, Jared. Armas, germes e aço. Rio de Janeiro/ São Paulo: Editora Record: 2013, p. 136-139. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/622169/mod_resource/content/1/Diamond%2C%20Jared%2C%20Armas%2C%20Germes%20e%20A%C3%A7o.pdf . Consultado em 14/03/2020
FÍSICA - Professor Alfredo
Devolutiva para entrega: alfredos@prof.educacao.sp.gov.br
ATIVIDADE 1
➨ Responder as questões disponíveis em: https://drive.google.com/file/d/1LCDu1KPntFrXjZMs1kEg-MRkIaTkYmSZ/view?usp=sharing
QUÍMICA - Professora Viviane
Devolutiva para entrega: vivianeaalmeida@prof.educacao.sp.gov.br
ATIVIDADE 1
➨ Ler os slides a partir do link a seguir: https://drive.google.com/file/d/1lHOsAlTnF-DSEJ16rAG3Wzfi41OjmS8-/view?usp=sharing
➨ Material de apoio: https://drive.google.com/file/d/1O7toS6mVsfiovc5rGs9dHfaIlL6BwWT0/view?usp=sharing
➨ Responder as seguintes questões:
Situação Problema:
O que você acha:
Toda chuva é ácida, logo prejudica aonde atinge?
Nem toda chuva é ácida?
Toda chuva é ácida, mas só algumas prejudicam?
1. Responda junto com um pequeno ensaio estas perguntas apenas com base
em seus conhecimentos e suas concepções.
2. Agora vamos ler o texto, na apresentação de slides para obtermos subsídios
para pensarmos nas questões a seguir:
3. Com base no que foi exposto nos slides, crie uma explicação para a formação
da chuva ácida.
4. Pensando nos gases presentes na atmosfera da cidade de São Paulo, e na
Grande São Paulo e segundo os dados do IAG, quais deles são os
responsáveis pela chuva ácida? Quais reações ocorrem quando esses gases
encontram a água da chuva para resultar na sua formação?
5. Procure justificar qual o ácido que deve ser o principal causador das
destruições provocadas pela chuva ácida? Cite suas características químicas
principais.
6. Depois de refletir sobre o assunto, você concorda com a afirmação: toda chuva
é ácida, mas não é toda ela que causa destruição? Por que?
7. Você é capaz de propor uma solução para a humanidade resolver o problema
da chuva ácida? Exercite seu momento de cidadania e “agente bem do
Planeta”. Faça um pequeno texto de no mínimo 20 linha.
8. Então, o termo “chuva ácida”, deve ser aplicado em qual condição? Argumente.
9. Como você se sentiu fazendo essa atividade? Ela te proporcionou algum
aprendizado? Explique.
ATIVIDADE 2
➨ Seguir as orientações e ler o conteúdo disponível no link a seguir:
ATIVIDADE 3
➨ Ver o video a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=9FPu73jCbNA&feature=youtu.be
➨ Seguir as orientações e fazer o exercício disponível no link a seguir: https://drive.google.com/file/d/1dIe1QDq_jcNo6vt2UwdIdUcXiaIlFsIZ/view?usp=sharing
PRÁTICAS EXPERIMENTAIS - Professora Viviane
Devolutiva para entrega: vivianeaalmeida@prof.educacao.sp.gov.br
➨ Seguir as orientações e ler o conteúdo disponível no link a seguir:
ATIVIDADE 2
➨ Ver o video a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=9FPu73jCbNA&feature=youtu.be
➨ Seguir as orientações e fazer o exercício disponível no link a seguir: https://drive.google.com/file/d/1YSWYDbeDIA5aNrJaTJTQnMeIJUC7rmkk/view?usp=sharing
BIOLOGIA - Professora Rosilene
Devolutiva para entrega: rosilenearaujo1@prof.educacao.sp.gov.br
➨ Leia os textos a seguir:
➨ Assistir o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=mr45_Yu2xos
➨ Responder as questões abaixo:
Até o momento você fez atividades
relacionadas à classificação de seres vivos e a identificação de espécies .A
proposta agora é investigar alguns aspectos relacionados ao conceito de espécie
a partir dos seguintes questionamentos.
- Afinal o que é uma espécie?
- Burro e mulas são
denominados seres híbridos?Por quê?
- Há alguma correlação entre
espécies e híbridos? Explique.
- Podemos falar em espécies híbridas ? Por quê?
ATIVIDADE 2
➨ Ler o conteúdo e fazer as atividades propostas disponíveis no link a seguir:
https://drive.google.com/file/d/1vE2gQzhgX8F7WB2gXlVFF2lpKq7EyUJm/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1vE2gQzhgX8F7WB2gXlVFF2lpKq7EyUJm/view?usp=sharing
ATIVIDADE 3
➨ Assistir o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=hYNe7hYpu7s
➨ Leitura complementar:
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/tres-dominios.htm
➨ Leitura complementar:
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/tres-dominios.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/reinos.htm
➨ Ler o conteúdo e fazer as atividades propostas disponíveis no link a seguir: https://docs.google.com/document/d/1C6PmU6I_6_t4DBUDKaAiBe6S2QGiJhfC31m9dwEUJNQ/edit?usp=sharing
➨ Ler o conteúdo e fazer as atividades propostas disponíveis no link a seguir: https://docs.google.com/document/d/1C6PmU6I_6_t4DBUDKaAiBe6S2QGiJhfC31m9dwEUJNQ/edit?usp=sharing
PRÁTICA EXPERIMENTAIS - Professora Rosilene
Devolutiva para entrega: rosilenearaujo1@prof.educacao.sp.gov.br
ATIVIDADE 1
➨ Ler o conteúdo e fazer as atividades propostas disponíveis no link a seguir:
https://drive.google.com/file/d/1ClrkGjeQ0bbODa3JFVM4Xlxol7FJkRQL/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1ClrkGjeQ0bbODa3JFVM4Xlxol7FJkRQL/view?usp=sharing
ATIVIDADE 2
➨ Habilidade:
- Caracterizar espécie;
- Reconhecer indivíduos que pertencem a uma mesma espécie, a partir de critérios predeterminados.
➨ Ler o conteúdo:
Os cinco reinos: níveis de organização, obtenção de energia, estruturas, importância econômica e ecológica.
Mapa mental é uma técnica de estudo criada no final da década de 1960 por Tony Buzan, um consultor inglês. Ela consiste em criar resumos cheios de símbolos, cores, setas e frases de efeito com o objetivo de organizar o conteúdo e facilitar associações entre as informações destacadas.
➨ Fazer a atividade:
Elabore um mapa mental sobre os cinco reinos dos seres vivos, em uma folha de sulfite.
NOVA ATIVIDADE - FILOSOFIA -
FILOSOFIA
PROFESSORA: CAMILA
SILVA SOUZA
3 ° ENSINO MÉDIO A/B
ORIENTAÇÃO DE ESTUDOS
EMAIL : camilasilvasouza@prof.educacao.sp.gov.br entrega até 12/05/2020
CONTEÚDO: FILOSOFIA SISTEMÁTICA / FILOSOFIA ESPONTANEA
Explicação OnLine: https://www.youtube.com/watch?v=ruV4PWaBIl8
Habilidades:
- Identificar a presença da
Filosofia no cotidiano
- Desenvolver habilidades de
escrita, leitura e expressão oral na abordagem de temas filosóficos
– Filosofia Espontânea: é o saber resultante dos modos comuns de
perguntar e pensar a vida, o mundo, tudo o que nos rodeia. É um pensamento
comum, uma sabedoria popular, que não exige nenhum conhecimento prévio ou
adquirido. Este tipo de saber não tem grande complexidade conceptual e
argumentativa.
– Filosofia Sistemática: é o saber rigoroso, conceptual, que é
apresentado sob forma de argumentação crítica. Contrariamente, ao pensamento
comum, o pensamento sistemático é sustentado por determinados conhecimentos
filosóficos.
ATIVIDADES DE ACORDO COM A AULA DE
FILOSOFIA DO DIA 04/05/2020 NO APLICATIVO CMSP/ YOUTUBE OU TV EDUCAÇÃO
- FAÇA UMA PESQUISA SOBRE O QUE É
FILOSOFIA E QUAIS SUAS VERTENTES ( Mín. 15 linhas )
- FAÇA UM TEXTO SOBRE A DIFERENÇA ENTRE
FILOSOFIA ESPONTANEA E FILOSOFIA SISTEMÁTICA COM IMPORTANTES ARGUMENTOS DE
DEFESA SOBRE CADA UMA DELAS ( Sem limites de linhas )
- A ATIVIDADE DEVE CONTER SEU NOME/ NÚMERO
E SÉRIE
MANUSCRITA ( Legível e nítido ) OU DIGITADA . #SeCuidem #Saudades
NOVA ATIVIDADE - HISTÓRIA
NOVA ATIVIDADE - HISTÓRIA
HISTÓRIA
PROFESSOR: MARCOS LUIZ
PROFESSOR: MARCOS LUIZ
Entrega: 19/05/2020
Enviar por email: marcosluizsantos@prof.educacao.sp.gov.br
Tema: Imperialismos,
Gobineau e o Racismo
Objetivos:
Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em
diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de
processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais,
ambientais e culturais (EM13CHS101).
Atividade 1
A partir do artigo, escreva uma cronologia
(linha do tempo) para o conceito de “raça” em todas as suas fases.
Atividade 2
Liste em forma de tópicos as diferenças entre as atitudes de
brasileiros e norte-americanos em relação ao conceito de “raça”.
O
uso do termo raça para fazer referência a uma entidade biológica é
relativamente recente. Como apontam diversos autores (Miles, 1989; Poliakov,
1974), esse termo só começa a ser usado com um sentido biológico entre o final
do século XVIII e início do século XIX.
Antes desse período, era usado para nomear uma população de mesma origem, que compartilhava uma história comum. Na segunda metade do século XIX já era dominante o seu uso para nomear tipos biológicos de seres humanos; tipos biológicos que doravante passam a ser hierarquizados com base em supostas capacidades psicológicas e sociais (Miles, 1989).
Em 1850, o britânico Robert Knox afirmava o seguinte sobre o papel da raça na história humana: “Que a raça decida de tudo nos negócios humanos é simplesmente um fato, o fato mais notável, mais geral que a filosofia jamais anunciou. A raça é tudo: a Literatura, a Ciência, a Arte [...] a civilização dela depende” (Knox, 1962, citado por Poliakov, 1974).
Essa crença era tida como verdade inquestionável na segunda metade do século XIX. Os europeus (principalmente os do Norte) viam a si próprios como prova do papel decisivo da raça na produção das diferenças entre os povos.
No século XX tudo mudou. As hierarquias raciais que dividiam o mundo em raças superiores e raças inferiores foram sendo progressivamente desafiadas por teorias antropológicas que enfatizavam a importância da cultura na compreensão das especificidades grupais.
Na segunda metade do século XX, após a derrocada do regime nazista, o conceito de raça cai em descrédito na própria biologia. Para a biologia do pós-guerra as “diferenças fenotípicas entre indivíduos e grupos humanos, assim como diferenças intelectuais, morais e culturais, não podem ser atribuídas, diretamente, a diferenças biológicas, mas devem ser creditadas a construções socioculturais e a condicionantes ambientais” (Guimarães, 1999:22). As teorias biológicas contemporâneas que ainda vêem alguma utilidade no uso do termo raça não o usam com o sentido que ele tinha nas teorias biológicas do século dezenove (ver Frota-Pessoa, 1996).
E, no universo das pessoas comuns, qual a repercussão dessa desqualificação teórica do conceito de raça? Numa sociedade como a norte americana em que a crença numa essência racial é historicamente muito forte, as pessoas lidam com o vocabulário racializado sem nenhum estranhamento. No Brasil, por outro lado, o vocabulário racializado parece causar constrangimentos em amplos setores da sociedade brasileira. Como afirma o sociólogo Antonio Sérgio Alfredo Guimarães, no Brasil o termo raça é ausente “do vocabulário erudito” e da “boa linguagem” (Guimarães, 1999). Mas não se trata somente de uma exclusão pública do vocabulário racialista. Esse antirracialismo discursivo, no Brasil, é acompanhado por um discurso recorrente que afirma e celebra a mestiçagem profunda do povo brasileiro (ver Santos e Maio, 2004).
A apologia da mestiçagem no discurso dos brasileiros é, em parte, uma decorrência da influência da obra do sociólogo pernambucano Gilberto Freyre (Freyre, 1969). Sua abordagem culturalista da questão racial brasileira, nos anos trinta do século passado, se constitui numa ruptura profunda com o passado, ruptura cujo impacto foi sentido rapidamente e cujas consequências sentimos até hoje. Freyre, mais do que qualquer outro autor nas três primeiras décadas do século vinte, destaca o papel positivo da mestiçagem e combate o prognóstico de que, por causa dela, estaríamos condenados ao atraso.
Não obstante o seu papel fundamental no combate às teses do racismo europeu, Gilberto Freyre tem sido recorrentemente criticado a partir da segunda metade do século passado por ter mobilizado o discurso da mestiçagem na defesa da tese segundo a qual o Brasil seria uma democracia racial, tese desafiada por diversos estudos empíricos (Fernandes, 1965; Hasenbalg, 1979; Costa Pinto, 1998) e apontada como um dos principais obstáculos no caminho da superação da desigualdade racial no Brasil. (…)
Antes desse período, era usado para nomear uma população de mesma origem, que compartilhava uma história comum. Na segunda metade do século XIX já era dominante o seu uso para nomear tipos biológicos de seres humanos; tipos biológicos que doravante passam a ser hierarquizados com base em supostas capacidades psicológicas e sociais (Miles, 1989).
Em 1850, o britânico Robert Knox afirmava o seguinte sobre o papel da raça na história humana: “Que a raça decida de tudo nos negócios humanos é simplesmente um fato, o fato mais notável, mais geral que a filosofia jamais anunciou. A raça é tudo: a Literatura, a Ciência, a Arte [...] a civilização dela depende” (Knox, 1962, citado por Poliakov, 1974).
Essa crença era tida como verdade inquestionável na segunda metade do século XIX. Os europeus (principalmente os do Norte) viam a si próprios como prova do papel decisivo da raça na produção das diferenças entre os povos.
No século XX tudo mudou. As hierarquias raciais que dividiam o mundo em raças superiores e raças inferiores foram sendo progressivamente desafiadas por teorias antropológicas que enfatizavam a importância da cultura na compreensão das especificidades grupais.
Na segunda metade do século XX, após a derrocada do regime nazista, o conceito de raça cai em descrédito na própria biologia. Para a biologia do pós-guerra as “diferenças fenotípicas entre indivíduos e grupos humanos, assim como diferenças intelectuais, morais e culturais, não podem ser atribuídas, diretamente, a diferenças biológicas, mas devem ser creditadas a construções socioculturais e a condicionantes ambientais” (Guimarães, 1999:22). As teorias biológicas contemporâneas que ainda vêem alguma utilidade no uso do termo raça não o usam com o sentido que ele tinha nas teorias biológicas do século dezenove (ver Frota-Pessoa, 1996).
E, no universo das pessoas comuns, qual a repercussão dessa desqualificação teórica do conceito de raça? Numa sociedade como a norte americana em que a crença numa essência racial é historicamente muito forte, as pessoas lidam com o vocabulário racializado sem nenhum estranhamento. No Brasil, por outro lado, o vocabulário racializado parece causar constrangimentos em amplos setores da sociedade brasileira. Como afirma o sociólogo Antonio Sérgio Alfredo Guimarães, no Brasil o termo raça é ausente “do vocabulário erudito” e da “boa linguagem” (Guimarães, 1999). Mas não se trata somente de uma exclusão pública do vocabulário racialista. Esse antirracialismo discursivo, no Brasil, é acompanhado por um discurso recorrente que afirma e celebra a mestiçagem profunda do povo brasileiro (ver Santos e Maio, 2004).
A apologia da mestiçagem no discurso dos brasileiros é, em parte, uma decorrência da influência da obra do sociólogo pernambucano Gilberto Freyre (Freyre, 1969). Sua abordagem culturalista da questão racial brasileira, nos anos trinta do século passado, se constitui numa ruptura profunda com o passado, ruptura cujo impacto foi sentido rapidamente e cujas consequências sentimos até hoje. Freyre, mais do que qualquer outro autor nas três primeiras décadas do século vinte, destaca o papel positivo da mestiçagem e combate o prognóstico de que, por causa dela, estaríamos condenados ao atraso.
Não obstante o seu papel fundamental no combate às teses do racismo europeu, Gilberto Freyre tem sido recorrentemente criticado a partir da segunda metade do século passado por ter mobilizado o discurso da mestiçagem na defesa da tese segundo a qual o Brasil seria uma democracia racial, tese desafiada por diversos estudos empíricos (Fernandes, 1965; Hasenbalg, 1979; Costa Pinto, 1998) e apontada como um dos principais obstáculos no caminho da superação da desigualdade racial no Brasil. (…)
Fonte: Pedro de Oliveira Filho; Isabella de
Oliveira Santos; Michelle Beltrão Soares. Racialismo e
antirracialismo em discursos de estudantes universitários. Revista
Psicologia Política, vol.10
no. 19 São Paulo jan. 2010.
Orientações
A teoria
evolucionista foi desenvolvida e difundida em meados do século XIX. Segundo
essa teoria todos os seres vivos possuem vínculos de parentesco entre si, sendo
o resultado de mutações genéticas que ocorrem e se acumulam ao longo do
tempo.
O
racialismo foi uma corrente de pensamento dentro da biologia que explicava as
diferenças fenotípicas, ou seja, diferenças físicas aparentes entre os vários
povos , como resultados da evolução dos seres humanos, definindo alguns povos, ou “raças”, como
menos evoluídos, de um modo geral, e outros como mais evoluídos.
A imagem
acima ilustra essa concepção, definindo os povos negros como mais próximos dos
demais primatas do que os povos brancos.
Não
havia consenso, entretanto , sobre as raças a serem consideradas mais e menos
evoluídas, pois os diversos povos da Europa também eram considerados como
membros de raças distintas. Franceses, por exemplo, consideravam a raça
francesa como superior. Alemães, a raça alemã. Ingleses, a raça inglesa.
Outro
desacordo estava na percepção da miscigenação.
Alguns racialistas defendiam a “purificação da raça” através do
isolamento , esterilização e extermínio das raças consideradas inferiores.
Outros
defendiam a mistura entre raças consideradas superiores e inferiores, com o
mesmo objetivo de “purificação” , mas
com base na crença de que as características das raças superiores seriam
predominantes nas próximas gerações.
No Brasil essa tese ficou conhecida como “teoria do branqueamento da raça”, tendo sido defendida por personalidades públicas e vinculadas ao governo federal até meados da década de 1940.
No Brasil essa tese ficou conhecida como “teoria do branqueamento da raça”, tendo sido defendida por personalidades públicas e vinculadas ao governo federal até meados da década de 1940.
Os
racialistas acreditavam que todas as diferenças culturais entre os povos e os
níveis de desenvolvimento técnico desigual (como alguns povos terem
desenvolvido a tecnologia industrial enquanto outros permaneceram como artesãos
– agricultores ou como caçadores) seriam o resultado de diferenças raciais.
Conhecemos
essa crença como “determinismo racial” , pois apresenta como determinante de todos os comportamentos humanos uma única
característica (a “raça).
As
teorias racialistas se tornaram desacreditadas pelos cientistas na virada do
século, e atualmente não têm nenhum respaldo da comunidade científica.
Permaneceram, porém, populares por muito
tempo.
A
crença na desigualdade das raças aparece, por exemplo, no movimento nazista na
Alemanha, durante a década de 1920-40, e
no movimento em defesa da segregação racial nos EUA, na década de 1950 e 1960.
Lê-
se no cartaz: “Queremos conservar nossa escola exclusiva para os brancos”.
Mesmo
nos dias de hoje podemos dizer que muitas crenças racialistas são reproduzidas
pelo senso- comum.
A
conhecida comparação pejorativa entre negros e macacos e vários esteriótipos
raciais populares (como o que define povos leste- asiáticos como mais
inteligentes, judeus como gananciosos, negros como criminosos, etc.) que aparecem em piadas veiculadas na internet
e em programas de TV podem ser considerados resquícios das teorias racialistas
do século XIX.
A década
de 2010 foi marcada, no Brasil , por
debates sobre a legitimidade desse tipo de humor.
Fórmulas
como o “black face” (ilustrada abaixo), que nos Estados Unidos são associadas
atualmente ao racialismo e ao escravismo e consideradas, de um modo geral, como
inaceitáveis numa sociedade integrada e igualitária, e tão repudiáveis quanto
os símbolos do nazismo, são naturalizadas na televisão brasileira e na mídia de
um modo geral.
Uma
amostra deste debate pode ser lida no link abaixo :
BIBLIOGRAFIA
OLIVEIRA FILHO, Pedro de Oliveira, Isabella de Oliveira ; SOARES, Michelle Beltrão . Racialismo e antirracialismo em discursos de estudantes universitários. Revista Psicologia Política, vol.10 no. 19 São Paulo jan. 2010. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-549X2010000100004 . Consultado em 05/05/2020.
OLIVEIRA FILHO, Pedro de Oliveira, Isabella de Oliveira ; SOARES, Michelle Beltrão . Racialismo e antirracialismo em discursos de estudantes universitários. Revista Psicologia Política, vol.10 no. 19 São Paulo jan. 2010. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-549X2010000100004 . Consultado em 05/05/2020.
SCHWARCZ.
Lilia M. O espetáculo das raças:
cientistas, instituições e questão racial no Brasil, 1870-1930 . São Paulo,
Cia. das Letras, 1993.
SKIDMORE, Thomas. Preto no branco: raça e nacionalidade no pensamento
brasileiro. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1976.
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Source: https://www.englishexperts.com.br/
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EDUCAÇÃO FÍSICA - Professor André
Nome:
______________________________________________ Nº___ Série: 3º ___
Professor Anderson
- Língua Inglesa – E. E. T. I. Prof. José Scaramelli
Presente
Perfeito - Present Perfect
Texto
com áudio em inglês: https://www.englishexperts.com.br/forum/sound/files/b63a85bb.mp3
Leia o texto a seguir. / Read the text below.
I've
lived here for almost six years. I think this is a nice place and people are
friendly. I have nothing to complain about. I've made friends and I've seen
good things around here.
Lately,
people have talked more to each other and the city has received more and more
tourists from other countries. Tourism is very important here. Many people come
here to spend their vacations and take a break.
I
really like it here and I'm glad nothing bad has happened for a long time.
By Jane Honda.
1- Answer the questions / Responda as perguntas
a) How long has Jane Honda lived in the city?
_________________________________________________________________________
b) Does Jane like the place where she lives?
_________________________________________________________________________
2-
Mark
True (T) or False (F). / Marque
Verdadeiro ou Falso
a) Jane wants to complain about the city where she is. ( )
b)
She makes friends
there. ( )
c)
She sees nice things. ( )
d)
Tourism is important to
the city. ( )
e) Recently, there was a disaster in Jane's city. ( )
3-
Como se diz "Eu
moro aqui há dois anos" em inglês?
( ) I live here for two years.
( ) I have lived here for two years.
( ) I had lived here for two years.
( ) I live here for two years.
( ) I have lived here for two years.
( ) I had lived here for two years.
4-
A tradução da frase "He
has been here since 1999", pode ser:
( ) Ele esteve aqui em 1999.
( ) Ele está aqui até 1999.
( ) Ele está aqui desde 1999.
( ) Ele esteve aqui em 1999.
( ) Ele está aqui até 1999.
( ) Ele está aqui desde 1999.
5- Como
se diz "Eles estudam de
manhã" em inglês?
( ) They study in the morning.
( ) They study since the morning.
( ) They study in the evening.
( ) They study in the morning.
( ) They study since the morning.
( ) They study in the evening.
6-
Qual a
forma negativa de "I've
seen everything I need."
( ) I have seen everything I need.
( ) I haven't seen everything I need.
( ) Have I seen everything I need?
( ) I have seen everything I need.
( ) I haven't seen everything I need.
( ) Have I seen everything I need?
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EDUCAÇÃO FÍSICA - Professor André















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